Síndrome do Impacto do Ombro: causas, sintomas e tratamento

O que é?


A principal queixa de dor ortopédica após as dores nas costas, é a dos ombros. Entre as causas, a síndrome do impacto é a mais comum em adultos e idosos. Essa doença inflamatória e degenerativa pode causar tendinite, bursite e até levar ao rompimento do tendão. Por isso é fundamental iniciar o tratamento fisioterapêutico logo no início do incômodo.


Comparado a uma bola de golfe equilibrada por um suporte, o ombro tem anatomia articular complexa, instável e de grande mobilidade. Isso o torna suscetível a várias lesões e entre elas e a síndrome do impacto é a mais comum em adultos de 40 a 50 anos.


O ombro é composto por vários ossos e por um grupo de músculos chamado manguito rotador (supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor). Esses músculos cobrem a cabeça do úmero (osso do braço) e a protegem contra a cavidade glenóide, localizada na extremidade da escápula, garantindo força, mobilidade e estabilidade ao ombro.


Causas


O problema é que o espaço entre a cabeça do úmero e o acrômio (teto do ombro),onde se localizam os tendões e músculos, é muito apertada. Em alguns indivíduos, movimentos repetitivos com os ombros causam uma lesão parcial ou total, sendo o mais atingido o tendão do músculo supraespinhal(responsável por levantar o braço).


A síndrome do impacto é, portanto, uma doença crônica, que se desenvolve lentamente e pode causar tendinite (inflamação do tendão) bursite (inflamação da bursa ou bolsa que protege os tendões dos ossos) ou rompimento do tendão. Acomete principalmente indivíduos com atividades profissionais que exigem movimentos repetitivos do ombro, como professores, e jogadores de basquete, vôlei, tênis etc. É considerada uma doença de causa multifatorial, ou seja, também fazem parte do grupo de risco pessoas com predisposição genética (familiares com o mesmo problema), que nasceram com morfologia desfavorável (osso do ombro mais curvo, mais inclinado ou mais espesso), que precisam usar muletas por longos períodos ou ainda sofreram fratura ou calcificação na região. Apesar de prevalecer em indivíduos de


50 a 60 anos, acomete também jovens, em geral esportistas. Já pacientes com mais de 70 anos podem apresentar o tendão atrofiado ou rompido e o organismo, com o passar dos anos, ir se adaptando à nova forma.


Sintomas


A dor no início incomoda, mas é suportável e menos intensa e se manifesta sobretudo à noite. Com o passar do tempo, pode causar fraqueza, limitação de movimento e, nos casos mais graves, dificuldade para movimentar o braço devido à atrofia ou ao rompimento do tendão. Para não chegar a esse ponto, é importante não negligenciar e procurar um especialista logo que sentir dor persistente.


O diagnóstico é feito clinicamente por meio de testes de força e irritativos e complementado por exames de imagem, como radiografias, ultrassom e ressonância magnética.


Tratamento


Todas as condutas da reabilitação são pautadas pelo o que é mais atual no âmbito da ciência, das práticas clínicas e dos conceitos pautados na FisioResolut.


A Fisioterapia é a chave para o tratamento das desordens do ombro mencionadas aqui, e consiste em controlar o processo inflamatório com aparelhos específicos da fisioterapia como Laser e Ultrassom. É necessário reconquistar os movimentos funcionais do ombro através de mobilizações articulares realizadas pelo fisioterapeuta.


Com o quadro inflamatório controlado e os movimentos funcionais reconquistados, é o momento certo de se corrigir os desequilíbrios musculares presentes. A análise dos movimentos biomecânicos dos membros superiores nestes casos é primordial, uma vez que a base do tratamento é a correção da biomecânica.


O retorno ao esporte e para as atividades físicas com os membros superiores são realizados de forma gradual e progressiva, alem de ser tudo realizado e treinado dentro do espaço da fisioterapia.

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